…Portanto, da mesma forma como o erro (pecado) entrou no mundo através de um homem (exemplificado em Adão), e pelo erro o afastamento espiritual de Deus (morte espiritual), assim também este afastamento foi imposto a todos os homens, porque todos erraram… …Este afastamento reinou desde o tempo de Adão até o de Moisés, mesmo sobre aqueles que não cometeram o erro semelhante a transgressão de Adão… .
…Entretanto, não há comparação entre a dádiva e a transgressão… … Não se pode comparar a dádiva de Deus com a conseqüência do erro de um só homem; Através do erro veio o julgamento que trouxe condenação, mas a dádiva relevou muitas transgressões e trouxe justificação…
…Consequentemente, assim como um só tipo de transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resulta na justificação que traz vida a todos os homens…
…A vontade de Deus foi introduzida para que a transgressão fosse ressaltada. E onde aumentou o erro, transbordou a graça, a fim de que, assim como o erro impôs o afastamento de Deus, a graça nos aproxime d’Ele para conceder vida eterna através da justiça ensinada por J.C.
Exibição de textos na seguinte ordem:
Carta aos Romanos cap 5; Vs 12,14,16,18,20 e 21 (Bbl. NVI)
OBS: Onde encontrava-se o termo “morte”, (subentendia-se morte espiritual) leia-se afastamento de Deus.
O termo “pecado” foi substituído pelo termo “erro”
Haveria a minha conivência e participação na “transgressão original” negando a vontade de Deus como fez Adão? (afinal todos pecaram!)
Talvez eu tivesse cometido “pecado diferente da transgressão de Adão” ? (o texto sugere essas possibilidades!)
E a minha responsabilidade na aliança eterna que me foi proposta por Deus para, com a ajuda d’Ele, através da doação de seu Santo Espírito, conceber e gerar atos de justiça como JC. me ensinou?
Seria este o ato de justiça que me traria vida?
Continuo acreditando que eu sou o único responsável pelos atos de transgressão e justificação que envolvem a minha existência como filho de Deus. Isso me coloca em igualdade de condições com toda a humanidade; afinal Deus não faz acepção entre seus filhos e nos dá a todos as mesmas chances, com exemplos de conduta entre o certo e o errado, para fazermos nossas escolhas e vivermos por elas !
Deus com Sua Justiça perfeita não me faria existir a partir de um pecado, herdeiro do pecado dos outros! Mas com certeza me afastou da presença d’Ele por desrespeito a sua vontade, assim como fez com Adão e Eva entregando-os à própria sorte e sobrevivência, e mesmo assim me oferece todas as oportunidades, nesta existência, para rever a minha conduta em relação ao Seu Reino, me dando as respostas corretas e a chance de abrir os meus olhos e enxergar a real importância dos meus atos e, através de minhas escolhas, retornar a Sua presença e ser conduzido pelos caminhos de PAZ que Ele prometeu a todos que aderissem a Sua Aliança perpétua, definitivamente lacrada em J.C.
Eu acredito na hipótese da estória de Adão e Eva, ser a grande parábola da existência da humanidade;
da queda ter se dado no plano espiritual no Reino de Deus, quando ainda vivíamos no nível espiritual, e por termos cobiçado e aceitado a proposta de seu oponente (satã “o pequeno”), acerca de que nossos olhos seriam abertos e seríamos como Deus conhecedores do bem e do mal; acabamos sendo “temporariamente” expulsos de lá e viemos parar aqui, e hoje estamos aqui passando pela experiência de vivermos muito longe de Deus, quase ausentes da presença dele, para saber o que é viver sem Deus e como deuses de nós mesmos, porém sem parâmetros e referências reais sobre o certo e o errado, e tendo a chance de nos redimirmos, perante Deus, da enorme burrada que fizemos quando cedemos a nossa cobiça, e desrespeitamos Deus, antes de virmos para cá; e assim podermos optar em voltar para casa, ou vivermos uma eternidade “infernal” como este mundinho sem-vergonha que vivemos aqui e agora.
E aí se fecha o ciclo da estória de Deus e seus filhos, segundo as nossas escolhas, entre voltarmos a seguir na eternidade ao lado de Deus, ou longe dEle pra sempre (igualzinho aqui, porém no plano espiritual, mas com os mesmos tormentos humanos por todo o sempre!)
Eu fui representado em Adão, na parábola da vida, e o pecado original foi meu e de todos os filhos de Deus, e não dele (Adão); e sou eu quem devo consertar a minha burrada, diante de Deus e fazer a escolha certa, segundo os parâmetros que me foram fornecidos por J.C. e seus ensinamentos na consumação da Aliança Eterna.
Os homens sempre são muito limitados para falar de Deus e da espiritualidade eterna que envolve o Reino de Deus!
J.C. veio nos apresentar, entre outras coisas, a veracidade da existência das parábolas em Deus, mas os homens teimam em interpretar tudo ipsis litteris, ao pé da letra (este é o tipo de adubo, alimento, que jamais vai ajudar as árvores a produzirem frutos reais!)
O pecado é original, mas existe uma confusão generalizada sobre a definição de pecado, e sobre a identificação da origem!
J.C. disse: “Sejam perfeitos como é perfeito o vosso Pai celestial”; e nos deu diretrizes bem verdadeiras no sermão do monte!
Ele não nos mandaria fazer coisas que não fossemos capazes de fazer; este é o unico jeito de conseguirmos produzir frutos dignos de Justiça e Amor diante de de Deus, e parar com essa estória de colocar a culpa em Adão pelos nossos pecados e dizer que não conseguimos nos santificar porque somos imperfeitos!